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23/03/2010 - Itaú - Unibanco
Itaú e Unibanco se casam ao meio-dia do dia 24 de março
por Feeb-PR

Itaú e Unibanco se casam ao meio-dia do dia 24 de março
Banqueiros Roberto Setúbal e Moreira Salles convidam todos os bancários e comunidade local para participar da cerimônia, marcada para o Ceic
O casamento entre Itaú e Unibanco será tema de ato lúdico que o Sindicato realiza na quarta 24, às 12h, no Centro Empresarial Itaú Conceição (Ceic); com direito a lembrancinhas e tudo mais.

A fusão dos bancos foi anunciada em 3 de novembro de 2008 e, desde então, o enlace tem rendido frutos para as duas empresas, para os altos executivos e acionistas. Para se ter idéia de como o "matrimônio" foi bom para esse público, basta verificar que o lucro líquido ajustado subiu de R$ 17 bilhões, em 2008, para R$ 35 bilhões, em 2009. Neste ano, os dividendos dos acionistas aumentaram de 25% para 33% do lucro. E a PLR dos altos executivos entre 2008 e 2009 passou de R$ 121 milhões para R$ 225 milhões.

Revolta
Na contramão desses excelentes resultados, a PLR dos funcionários caiu de 2,2 salários no ano passado para 1,8 salário, num ano em que o banco ganhou com a isenção tributária, que passou de R$ 300 milhões para R$ 500 milhões. "Só esse valor já seria suficiente para pagar a PLR de 2,2 salários para todos", diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Além disso, a fusão resultou em vários outros problemas. Há diferenças salariais entre pessoas nas mesmas funções, setores com três funcionários num espaço para dois e, na outra ponta, departamentos perdendo prazos por falta de pessoas. "Tudo isso está deixando os funcionários muito descontentes com a fusão", relata Marcolino, destacando a ampliação da mobilização, que já contou com atos em importantes concentrações.

"Para piorar, o banco lançou o Prad (Programa de Remuneração por Alto Desempenho) sem consultar o Sindicato e sem critérios objetivos. O gestor vai definir quem deve receber", conta Marcolino. "Não adianta criar novos programas. O banco tem de pagar os 2,2 salários para todos e resolver os diversos problemas causados pelo casamento entre Itaú e Unibanco. Isso sim demonstraria a valorização dos bancários que até agora estão pagando caro pela fusão." (Fonte: SEEB SP)

 

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