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04/02/2011 - Santander
Brasil foi responsável pela maior parte do lucro do Santander em 2010
por Feeb-PR

Brasil foi responsável pela maior parte do lucro do Santander em 2010
Lucro da unidade brasileira foi de R$ 7,382 bilhões, um crescimento de 34% em relação a 2009 (Altamiro Silva Junior e Leandro Modé)
Pela primeira vez na história, o Brasil respondeu pela maior parte do lucro anual do banco espanhol Santander. A unidade brasileira representou 25% dos ganhos em 2010, ante 20% no ano anterior. No mesmo período, a fatia da matriz caiu de 26% para 15%, em decorrência da crise econômica que assola a Espanha.

O Santander Brasil lucrou R$ 3,863 bilhões, 113,8% a mais do que o R$ 1,806 bilhão do exercício de 2009, segundo o padrão de contabilidade brasileiro (BRGaap). O dado inclui despesas de amortização de ágio de, respectivamente, R$ 3,241 bilhões e R$ 2,877 bilhões.

Segundo o padrão contábil internacional (IFRS), o lucro anual chegou a R$ 7,382 bilhões, o que representou crescimento de 34% sobre os R$ 5,508 bilhões de 2009. No mundo todo, os ganhos foram de 8,2 bilhões (o equivalente a US$ 11 bilhões), o que significou queda de 8,5% em relação a 2009.

A carteira de crédito total no Brasil avançou 16,4% no ano passado, para R$ 165,4 bilhões. Entre as pessoas físicas, a expansão foi de 18% e, nas pequenas e médias empresas, de 21,8%.

O financiamento ao consumo, que é basicamente a carteira de veículos, cresceu 7,4%. Segundo o presidente do banco, Fábio Barbosa, essa carteira foi reestruturada em busca de maior rentabilidade. "Abrimos mão de disputar participação do mercado", disse.
Ele deixa a presidência em março para assumir o comando do conselho de administração. Barbosa será substituído na presidência executiva pelo espanhol Marcial Portela.

Na pessoa física, a carteira que mais cresceu foi o crédito consignado, com expansão de 37% em 12 meses. Os empréstimos imobiliários subiram 33%. "Essas serão as linhas que mais vão crescer", disse Barbosa.

O desempenho do Santander no crédito desagradou a alguns analistas. "O banco não tem sido hábil em crescer sua carteira de forma a compensar o excesso de capital (decorrente do lançamento de ações na Bovespa no segundo semestre de 2009)", afirmou, em relatório, Daniel Malheiros, analista da Corretora Spinelli.

"A carteira de crédito cresceu no 4.º trimestre abaixo do sistema financeiro nacional e também foi inferior ao desempenho do Bradesco (o BB e o Itaú Unibanco ainda não divulgaram resultado)." Os papéis do Santander caíram 2% na bolsa. Foi um recuo superior ao dos concorrentes. O Bradesco, por exemplo, perdeu 0,79%.
Segundo o padrão contábil brasileiro, a taxa de inadimplência fechou o ano em 3,9%, abaixo dos 4,2% do trimestre anterior e dos 5,9% do mesmo período de 2009. "A grande queda (dos índices) já aconteceu", afirmou Barbosa.

Efeito Panamericano
O Santander reduziu o ritmo de compra de carteiras de bancos menores. O saldo das carteiras compradas caiu pela metade em 2010 - de R$ 4,2 bilhões em 2009 para R$ 2,2 bilhões.

Barbosa disse que não foi um movimento isolado do Santander, mas de todos os grandes bancos. Desde que foi descoberto o rombo de R$ 2,5 bilhões do Panamericano, em novembro, o mercado de cessão de carteiras parou. Os bancos mais afetados são os que operam com consignado e veículos. (Fonte: Estadão)

 

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